domingo, 19 de abril de 2009

Flamengo 1 X 0 Botafogo

Um sufoco, esse seria um nome exato para definir o jogo desta tarde, onde o Flamengo derrotou o Botafogo pelo placar mínimo. Mas o sufoco foi o glorioso que passou, pois a urubuzada, além de ter uma maior posse de bola durante todo o jogo, sobrevoou a área alvinegra diversas vezes, seja na bola parada ou nas jogadas de linha de fundo, por intemédio de Léo Moura, pela direita ou do Juan, pela esquerda do ataque.

Logo de cara, infelizmente, a promessa era de um jogo mau administrado, pois quem iria apitar o jogo era o árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos, o vulgo "Índio", que já tinha feito uma lambança no clássico entre Flamengo e Vasco. A torcida ficava apreensiva a cada apito. Mas vamos ao jogo.

O jogo começou com o Flamengo tomando a iniciativa, indo pra cima com Kléberson e Ibson afinadíssimos e tendo com o Williams a velocidade necessária para a transição do meio campo para o ataque. Mas o Botafogo tinha Maicosuel, querendo brilhar mais uma vez e Vítor Simões em busca da artilharia da competição.

Na metade do primeiro tempo, Maicosuel manda uma bola na trave, chute esse que o goleiro Bruno não pegaria de jeito nenhum, apesar de já ter pulado atrasado. Apenas um lampejo do que seria um alvinegro lento e individualista, tendo em Reinaldo o exemplo de falta de vontade de jogar futebol.

No segundo tempo, os dois times voltaram ao mesmo patamar do início, com o Flamengo pressionando e o Botafogo atacando nos contra-ataques, puxados por Vítor Simões e Maicosuel. Porem, aos 17 minutos, o placar moral vira placar real. Juan cobrou falta pela ponta esquerda, Ronaldo Angelin cabeceou pro meio da área e o zagueiro Émerson jogou contra o patrimônio: 1 X 0 no placar e festa na metade vermelha e preta das arquibancadas.

O técnico Ney Franco faz duas alterações, que não resultam em muita coisa e ainda recebe um golpe que rechaçaria as suas aspirações no restante do jogo, pois Thiaguinho foi expulso após falhar no tempo da bola e parar Juan com falta na ponta da grande área.
Depois disso, com um homem a menos, o Botafogo até tentou, mas quem abusou dos contra atques foi o Flamengo, que com as entradas de Erick Flores, Toró e Josiel, adquiriu mais ofensividade e velocidade ao mesmo tempo em que administrava o resultado.

Ao final do jogo, foi só comemoração por parte dos flamenguistas, que tiveram em seu capitão, Fábio Luciano, a inspiração necessária para essa apresentação valorosa e de quebra, dando uma sobrevida à carreira dele, oferecendo mais dois jogos para a despedida do ídolo da torcida rubro-negra.

Resta aos botafoguenses, refletir sobre os erros cometidos e treinar durante a semana para buscar o título perdido hoje nesse tira-teima em duas partidas, a partir de domingo que vem.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

De Olho no Kiesa


A Ascensão do Americano de Campos no Campeonato Carioca de 2009 passa pelos pés de um jogador desconhecido do grande público, o atacante Kiesa. Ele se destacou pela Desportiva Capixaba em 2008, na Copa Espírito Santo, aliando velocidade e oportunismo. À convite do ex-técnico do Serra, Paulo Marcos, ele desembarcou no Rio de Janeiro em busca de dias melhores.

Autor de dois gols e três assistências no Cariocão 2009, Kiesa se credencia para a seleção do primeiro turno e quem sabe levar o Americano às fases finais do turno e returno do certame.

Mais um capixaba, revelado em uma eqipe do estado, pode brilhar no futebol carioca, semelhante a Geovani, Sávio e atuualmente Faióli. Olho nele, pessoal.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Depois Reclamam que os Estádios Estão Vazios

Olá amigos.
Venho com um assunto muito pertinente e que é pouco ou quase não é discutido nos meios de comunicação de massa atuais: por que os eventos futebolísticos exibidos na TV começam tão tarde?

Vejamos, os jogos dos campeonatos estaduais de futebol que são exibidos na TV, começam que horas? Infelizmente, começam às 22:00.
Os torcedores, que vão aos estádios prestigiar os seus times e gerar renda para os mesmos, não merecem assistir, ao vivo, partidas nesse horário, sejam elas quais forem. Além da violência, que assola nosso país, ser mais sentida na calada da noite, poderá faltar condução para o torcedor, pois muitas linhas de ônibus só trafegam até a meia-noite (horário em que o jogo termina) e a maioria da população não possui carro próprio para ir aos estádios e voltar pra casa.

Às vezes fico me perguntando, por que fazem isso com os torcedores? Não são eles que, ao lado dos jogadores, dão o show que vemos pela televisão? Então por que maltratar essas pessoas?
Infelizmente, só temos um lado para acusar: a emissora detentora dos direitos de transmissão dos jogos.

Vamos por partes. No início da década de 90, quando os jogos começaram a ser transmitidos na TV à noite e no meio da semana, os jogos iniciavam às 20:30. Um horário bem acessível à todos. Várias emissoras transmitiam os jogos e havia possibilidade de escolha de qual jogo assistir.
Com o passar do tempo e a queda de rendimento (R$) de algumas emissoras, a famigerada CBF iniciou o "Monopólio Televisivo do Futebol", aumentando o preço dos direitos de transmissão e cedendo os mesmos à apenas uma emissora que começou a fazer o que bem entendia com o horário das exibições.
Com isso, os jogos do meio de semana passaram a ser exibidos às 21:30, depois da "Novela das 8", que das 8 não tinha nada, pois naquela época já começava às 20:30.
A partir dos anos 2000, os jogos foram só ficando pra mais tarde, iniciando às 21:45, 21:50, 21:55 e atualmente às 22:00, pois a "audiência" estava sendo condicionada lentamente a ficar acordada até mais tarde.

Tendo os fatos expostos acima, o jeito é torcer para que num futuro próximo, a emissora que obtiver os direitos de transmissão dos jogos tenha um pouco mais de compaixão com os torcedores das arquibancadas, que, faça chuva ou faça sol, sempre estarão nos estádios, gritando e incentivando a sua paixão, o seu time do coração.

domingo, 25 de janeiro de 2009

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Elogios ao Árbitro

A primeira rodada do Campeonato Paulista já produziu, além de belos lances e gols de oportunismo, uma situação até certo ponto inusitada e incomum no cenário futebolístico brasileiro.

Num cenário onde as câmeras colocam no mesmo nível erros humanamente possíveis e equívocos grosseiros na arbitragem, a atitude do jogador Rafael Fefo, do Guarani, foi louvável.

Num determinado momento do segundo tempo do jogo Guarani X Portuguesa, realizado no estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, os jogadores Rafael Fefo, do Bugre campineiro e Fellype Gabriel, da Lusa, disputaram uma bola no alto e ambos caíram. O jogador alviverde levantou-se primeiro e desferiu um chute na bola que acertou o jogador da Portuguesa e saiu de campo.
O árbitro Cléber Wellington Abade, interpretou como um lance de força desproporcional do jogador campineiro e que poderia comprometer a integridade física do atleta luso. E ainda puniu o jogador com cartão amarelo.

Ao final da partida, o jogador Rafael Fefo foi indagado por um repórter sobre a atitude do árbitro em relação ao lance em questão e o mesmo foi enfático: "Concordo com a decisão dele. Realmente eu me excedi e não devia ter cometido o que fiz."

Porque será que ninguém do jornalismo esportivo especializado sequer fez menção em elogiar essa atitude do juiz do espetáculo?

Talvez já estejam tão acostumados a colocá-los num patamar tão baixo, que situações como essa chegam a passar batidas. Mas vale à pena ressaltar que não foi um comentarista que fez o elogio e sim o jogador que participou ativamente do fato descrito acima.

Bela atitude, tanto do árbitro quanto do atleta. É um comportamento desse tipo que pode ajudar a elevar o nível do espetáculo mais visto no mundo, o futebol.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Erros de Português?

Hoje ao assistir uma reportagem sobre o Botafogo no programa Bate-Bola da ESPN Brasil, pude observar e me espantar como até alguns técnicos de futebol estão no mesmo nível intelectual de muitos jogadores do esporte bretão.

Quando o repórter Rubens Pozzi fez uma pergunta ao técnico do botafogo, Ney Franco, o mesmo enquanto respondia, soltou essa: "... a gente estamos ...". (O certo seria "nós estamos").

Fala sério né gente, acho que pelo menos os técnicos deveriam se policiar para não cometer gafes como essa e manchar ainda mais a profissão. Além disso, se o comandante não souber se expressar, como os comandados seguirão as instruções à risca. (Talvez seja por isso que muitos jogadores desobedecem os técnicos em campo).

Geralmente são os jogadores que, infelizmente, tem essa fama de serem, digamos assim "limitados" intelectualmente e até fogem das entrevistas para não cometer nenhum erro.

Mas temos algumas excessões, como o goleiro Rogério Ceni do São Paulo, o atacante Alan Kardec do Vasco e mais alguns jogadores mais abastados quando o assunto é eloquência verbal. (Vejam algumas entrevistas deles e tirem suas conclusões).

Abraços

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

ANO NOVO ESPORTIVO

É isso aí, minha gente. O reveillón já passou, a comida acabou, a bebida secou e o mundo continua girando. Vida que segue, são muitas as expectativas que movimentam o futebol no Brasil e no mundo. E muitas incógnitas também.

Será que o Amauri(Juventus-ITA) vai jogar na seleção brasileira ou na italiana?
Qual será o próximo jogador brasileiro que irá jogar na Europa? Ou no Qatar?
Dunga ainda será o técnico da seleção brasileira no final de 2009?
E as transferências internas? Qualclube brasileiro irá se reforçar melhor para a temporada que se inicia?

São muita dúvidas na cabeça do torcedor, mas uma certeza: esse ano haverá muita bola na rede, com jogadas maravilhosas e lances de craque. Claro que também haverão as famosas "pixotadas", mas o futebol não vive sem esses contrastes que abrilhantam cada vez mais o nosso esporte bretão.

2008 já passou e o último que sair apague a luz.