Sigo agora com uma crítica desse filme maravilhoso que assisti e me emocionei essa semana.
'Patch Adams - O amor é contagioso', dirigido por Tom Shadyac (Forrest Gump - O contador de histórias) e estrelado por Robin Willians, é um filme que utiliza seu sentimentalismo para emocionar as pessoas. Com roteiro adaptado por Steve Oderek a partir do ensaio Gesundheit: good health is a laughing matter, escrito pelo verdadeiro Hunter Doherty Adams, o filme transforma em linguagem cinematográfica as hipóteses e análises feitas pelo médico, que tem sua tese baseada em um único princípio: o riso tem poder de cura, além de ser um importante aliado da medicina para o combate de diversos males. É a partir daí que o filme se desenvolve. 'Patch Adams' tem início no ano de 1969, quando Adams decide se internar em uma clínica para recuperação de doentes mentais. Após avaliar o comportamento dos colegas e os métodos inadequados empregados para a recuperação dos mesmos, Adams aprimora sua hipótese sobre a cura. É nesta clínica, também, que Adams deixa de ser Hunter e passa a ser Patch, depois de conhecer um ex-empresário de sucesso. Em seguida, abandona a instituição e se matricula na prestigiosa Universidade de Medicina de Virgínia. Quando não está em aula, Patch tem contato com diversos pacientes que logo apresentam melhora. Porém, a visita ao hospital universitário só é permitida aos alunos que já concluíram o segundo ano. Portanto, Patch bate de frente com o pouco compreensivo reitor Walcott (Bob Gunton) e acaba se tornando caso de conselho universitário. Em meio à toda essa batalha, Patch se junta a dois estudantes, Carin (Monica Potter) e Truman (Daniel London), para um projeto que, na época, foi considerado revolucionário. Além disso, Patch divide o quarto com Mitch (Philip Seymour Hoffman), um estudante conservador e contra todos os métodos do colega. No entanto, no decorrer da trama, Mitch toma uma postura bastante relevante, se aliando a Patch. O filme, que serve de lição de vida para muitas pessoas, traz a questão da qualidade humana que quase sempre não é praticada: a solidariedade. Outra questão que merece interesse no filme é o preconceito com os idosos e pessoas portadoras de quaisquer doença. Vale prestar atenção, também, a bela cena em que Adams invade uma enfermaria de crianças com câncer. Não se trata de pequenos atores, mas, sim, de crianças que, efetivamente, enfrentam o mal. Em respeito ao trabalho do Adams da vida real, os pais permitiram que estas crianças fossem filmadas. Robin Willians é o protagonista ideal para o papel, pois seu carisma de bonzinho-engraçado, cativa. Após 'Bom dia Vietnã' (1987), 'Sociedade dos poetas mortos' (1989) e 'Uma babá quase perfeita' (1993), Willians tem, como público alvo, pessoas de todas as faixas etárias. Com diversas surpresas inesperadas, 'Patch Adams - O amor é contagioso' é um ótimo filme que merece ser visto.
PATCH ADAMS - O AMOR É CONTAGIOSO (Patch Adams, EUA, 1998)
Direção: Tom Shadyac
Elenco: Robin Williams, Daniel London, Monica Potter, Phillip Seymour Hoffman.
Categoria: Drama
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Um comentário:
Richard, realmente este filme é excelente. Nos faz repensar nossas vidas, colocando mais humor, mais risadas, mais alegrias. E você é assim. Mais uma vez me surprendo com essa pessoa maravilhosa que você se tornou. Um beijo grande,
Rozenir
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